Conheça o caminhão autônomo que já opera no agronegócio brasileiro

O modelo da Mercedes-Benz possui nível 2 de automatização e transita no ambiente controlado de lavouras de cana-de-açúcar

0
108

Os veículos autônomos estão deixando a ficção e se tornando cada dia mais uma realidade para o agronegócio brasileiro, ainda que de uma forma gradual e lenta, os avanços desta tecnologia já podem ser vistos nas lavouras. No Brasil, a Mercedes-Benz já opera caminhões com nível 2 de automatização em lavouras de cana-de-açúcar, isto significa que o condutor só assume a direção em casos extremos.

A direção autônoma é controlada por piloto automático, GPS e georreferenciamento (imagens de satélite) (Mercedes-Benz/Divulgação)

“O piloto coloca a velocidade que ele quer e não precisa fazer mais nada. Dessa forma, o caminhão se desloca sozinho, com mais segurança e de forma totalmente automática e, em caso de qualquer acontecimento, o condutor pode manipular o veículo”, conta Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina.

De acordo com o executivo, o modelo extrapesado Axor 3131 com direção autônoma pode operar no agronegócio e na mineração, considerados ambientes controlados e com menor frequência de pessoas e até animais.

A direção autônoma é controlada por piloto automático, GPS e georreferenciamento (imagens de satélite) e o veículo substitui o trator, com a promessa de mais produtividade, menos consumo de combustível e menor custo operacional. A Mercedes explica que o caminhão leva a carga em sua própria carroceria e que o trator necessita de um reboque.

Até o momento, 20 unidades do modelo já foram negociadas e 12 estão em operação no interior de São Paulo. Trata-se do primeiro caminhão com direção autônoma que opera 24 horas em usinas de cana. A Mercedes garante que os custos são próximos aos de um trator, porém com mais produtividade e retorno.

Schiemer ressalta que a empresa já está trabalhando no desenvolvimento desse modelo para outras lavouras, como soja e milho, adaptando software e mudando especificações do produto.

Fonte: Exame